quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Bernese Moutain Dog

                         HISTORIA

A origem do Bernese Mountain Dog (conhecido também como Berner Sennenhund ou Bernese Cattle Dog) é bastante polêmica, uma vez que se trata de uma raça bastante antiga. As primeiras teorias davam como certa que a raça descendia do Dogue do Tibet, que teria sido introduzido na região durante a invasão romana há 2 mil anos.
No entanto, muitos historiadores e estudos mais recentes afirmam que não há nenhuma comprovação desta teoria e que a raça seria originária da própria Suíça, onde estes cães são utilizados há séculos pelos fazendeiros como auxiliar na condução de seus rebanhos, na guarda e proteção das propriedades e animais e ainda como animal de tração, sendo responsáveis pelo transporte dos latões de leite entre as fazendas e as queijarias próximas, o que lhe valeu o apelido de cão queijeiro. Ainda hoje muitos clubes americanos e europeus realizam provas em que os Berneses são testados quanto à sua habilidade de puxar as pequenas carroças (sledding).
O Bernese é a mais conhecida das 4 raças de boiadeiros suíços - as outras três são o Swiss Mountain Dog, Appenzel Mountain Dog, e o Entlebucher Sennenhund - e como todas as outras sofreu um forte declínio com a industrialização das atividades que anteriormente exercia, chegando a correr risco de desaparecer se não fosse pela dedicação do professor Albert Heim, criador de Terranovas e que se interessou pelos Berneses no início do século 20.
O primeiro clube da raça surgiu em 1907, e era chamado de Clube Suíço do Cão de Dürrbäch. O principal objetivo do clube foi promover encontros entre os criadores procurando homogeinizar o plantel e assim melhorar a qualidade e resistência dos cães. Na década de 40 a introdução de acasalamentos de Berneses com Terranovas, aumentou o tamanho dos exemplares e suavizou seu temperamento. Este processo culminou com a criação do padrão oficial da raça, publicado pela primeira vez em 1973.

                                                       PERSONALIDADE


Os Berneses originalmente eram cães de trabalho, encarregados de inúmeras funções na vida cotidiana das fazendas. Eram ainda muito apreciados por suas qualidades como cão de guarda, uma vez que a raça apresenta forte senso de território e um comportamento reservado com estranhos.
Nos dias atuais a grande maioria dos Berneses é utilizada apenas como cão de companhia, função para a qual tem todas as qualidades necessárias, principalmente o fato de serem extremamente apegado aos membros da família, aos quais seguirá por onde quer que precisem ir.
Sua orientação às pessoas é tamanha que são utilizados em seu país natal como cães de salvamento.


Mesmo sendo cães de grande porte, não se acostumam facilmente com a vida de ‘cão de quintal’ eque também não suportam bem longos períodos de solidão. Precisam de muito contato humano e seu comportamento calmo e tranquilo, aliado ao fato que raramente latem à toa, facilitam sua convivência como membros da família.
Para que possam desenvolver-se bem, tanto física quanto intelectualmente, precisam de espaço para poder exercitarem-se apesar de não serem do tipo que ficam em constante atividade. Para a manutenção de sua boa forma, caminhadas moderadas são altamente recomendadas.
Até por sua utilização inicial como cães de pastoreio, quando aprenderam a não caçar os animais da fazenda, normalmente têm bom relacionamento com outros cães e animais. Por esta característica também não são eficientes como cão de caça e nem mesmo como retrievers.
Com crianças são especialmente pacientes e delicados. Aguentando bem as brincadeiras mais estabanadas.
No ranking de inteligência de Stanley Coren, publicado em seu livro "A Inteligência dos Cães", os berneses aparecem na 22ª posição.

                                                                   FILHOTE

O filhote, assim como o adulto, requer supervisão e interação constante com os donos para que possa realmente conviver no ambiente familiar. Por isso, o dono deve estabelecer desde cedo limites claros para o cão. Por se tratar de um cão extremamente orientado para as pessoas da família, normalmente os melhores resultados de adestramento serão obtidos com a participação de toda a família. A raça é considerada tardia em termos de amadurecimento emocional e por isso o processo de educação pode e deve ser realizado durante um período mais longo.
Como as escovações farão parte de seu cotidiano, o filhote deve ser acostumado ao ritual de limpeza e manutenção desde cedo.

                                                             PELAGEM

A cor dominante do Bernese é o preto, que deve ser intenso, com as marcações em castanho bem definidas na face, por cima dos olhos, nas patas e no peito. O peito do Bernese necessariamente deve ser branco, e esta mancha deve ser, preferencialmente em forma de cruz. As patas podem ter pelagem branca desde que não ultrapasse o início das pernas.
O pelo do Bernese é fino e comprido e para que seja sempre saudável, escovações são fundamentais, bem como uma alimentação equilibrada e balanceada.

                                              PROBLEMAS COMUNS A RAÇA

Apesar de seu aspecto robusto e saudável, a raça apresenta predisposição a alguns problemas genéticos, o que aumenta em muito a importância de se adquirir um cão de um criador consciente e que tenha programas sérios de acasalamento e de reprodução.
Os principais problemas da raça são:
  • displasia coxo-femural – má formação no encaixa da cabeça do fêmur com a bacia
  • câncer – segundo estudos do Bernese Mountain Dog Club of America, cerca de 9,7% dos exemplares americanos desenvolve algum tipo de câncer.
  • Atrofia Progressiva da Retina – pode levar o cão à cegueira

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