Olá,bem vindo ao Analise De Cães,aqui você vai encontrar vários tipos de raças de cães que você nem sabia que existiam ou raças que você já conhecia.Então espero que goste dos cães e deixe seu comentário.
O sabujo de Hamilton, também chamado de foxhound sueco ou Hamilton Stövare (Stövare significa sabujo em sueco) é uma raça desenvolvida no final do século XIX, na Suécia pelo Sr. Adolf P. Hamilton, um amante de cães que foi também o fundador do Kennel club sueco. O Hamilton Stövare é resultante de acasalamentos programados entre cães da raça foxhound inglês (de propriedade de Adolf P. Hamilton) e de cães de várias raças alemães como o cão de Hanôver e o cão de Holstein que foram importados para a Suécia pelo criador da raça para o desenvolvimento do sabujo que levaria seu nome.
O sabujo de Hamilton é especiaizado em caçar sozinho animais de grande porte (caça grossa) como o cervo e o javali, este cão possui excelente faro e um latido semelhante a um uivo, com o qual se comunica com o caçador a distância. É muito resistente ao frio e bem adaptado a caçar na neve, o que o torna muito adequado às condições de sua terra natal. Embora seja praticamente desconhecido na maioria dos países, esta é uma das raças preferidas da Suécia, e, atualmente, tem conquistado espaço entre os cães de caça da Inglaterra. Este cão é tão querido em seu país que faz parte das lendas locais, diz-se que um cão da raça, chamado “Karo” é o acompanhante de um duende da mitologia sueca.
PERSONALIDADE
Este é um cão bastante rústico, um caçador nato, mas também é muito carinhoso e gentil, com grande potencial para ser um bom campanheiro desde que tenha condições de se exercitar muito. É uma raça muito enérgica e ativa, que precisa de espaço e exercício ao ar livre. São cães alegres e brincalhões, que se dão bem com outros cães. Esta raça, assim como a maioria dos cães de caça, é independente e um pouco teimosa. Seu pêlo necessita de escovação regular.
O harrier é uma antiga raça canina, originária do Sul da Inglaterra. Esta é uma raça desenvolvida para a caça à lebre (do inglês “hare“= “lebre“). Embora a caça à lebre com cães de caça seja muito antiga, existindo registros datando de 400 A.C. de variedades de cães caçadores de lebres na Grécia antiga que lembram um pouco os Harriers de hoje, os primeiros registros do “Harrier” datam de 1260 na Inglaterra, onde o Sr. Elias de Medhope possuia uma matilha de caça à lebre chamada de “Penistone”. A formação da raça se deu a partir de antigos cães sabujos ingleses como o “talbot” e o “old southern hound”, o harrier também sofreu influência de cães sabujos franceses como o gascão Saintgenois. Esta raça também é aparentada com o Foxhound inglês com o qual se assemelha bastante, variando principalmente no tamanho e na proporção da cabeça.
O harrier é tradicionalmente utilizado na caça à lebre, mas na Inglaterra também é utilizado na caça à raposa e na caça grossa (caça de animais de grande porte como o javali), mas sua especialidade é a lebre. Estes cães são excelentes farejadores, treinados como rastreadores em diversos países. PERSONALIDADE
O harrier é um cachorro resistente e independente, persistente e, em geral, teimoso, seu dono deve ser paciente e educá-lo desde muito cedo para acostumá-lo a obedecer. O harrier é alegre, ativo e bastante vivo, dono de um latido forte e sonoro, este cão é um bom companheiro, mas apenas para os donos certos. Cães desta raça vivem bem com crianças e com outros cães uma vez que se sentem muito a vontade com a vida em matilha.
Harriers são cães de caça por excelência, devem dispor de espaço e ter a possibilidade de se exercitar ao ar livre. Seu pêlo não necessita de cuidados especiais sendo uma escovação regular para a retirada de pêlos mortos suficiente para manter a pelagem do harrier bonita.
Os cães de pastoreio demonstram coragem, inteligência e combatividade. Além disso, são fortes, velozes, e particularmente resistentes às grandes caminhadas.
O pastor alemão, é o mais conhecido cão pastor. É utilizado hoje em dia, principalmente como guardião e protetor, e como auxiliar na luta contra o tráfico de entorpecentes.
Muito eficaz para resgate de pessoas feridas, o pastor alemão é também um excelente guia de cegos, além de ser um companheiro insuperável.
O pastor alemão é, sem dúvida um cachorro muito inteligente. Gosta do trabalho, e aprende com muita facilidade. Um ótimo companheiro, o pastor alemão deve também demonstrar coragem e dureza na defesa do dono e de seus bens.
PERSONALIDADE
A estrutura da raça é levemente alongada, robusta e musculosa; sólida, porém de ossatura fina.
O pastor alemão é um cão vigilante, fiel e manso com as crianças e outros animais da casa. Diante de estranhos demonstra desembaraço e segurança.
O caráter é uma de suas qualidades mais importantes. Possui um sistema nervoso equilibrado, grande desenvoltura, atitude vigilante, incorruptibilidade, fidelidade e, além disso, muita coragem na defesa.
A pelagem do pastor alemão é dura, de cobertura espessa. Os pelos são retos, duros e muito aderentes, insensíveis à interpérie.
O pastor alemão é um cachorro de porte médio a grande, o tamanho fica entre 55 e 65 cm, medidos sempre a altura da cernelha.
Esse vídeo abaixo é de um filme de lobisomem,e nessa cena um PASTOR ALEMÃO luta com um lobisomem.Espero que gostem do vídeo o nome do filme é (LUA NEGRA).Bom proveito.
HISTORIA DO PASTOR ALEMÃO RIN TIN TIN
O Cão "estrela" mais famoso da tela é, sem dúvida o cão Rin Tin Tin. Foram 5 gerações que entusiasmaram os pequenos e os grandes a quase um século. Rin-Tin-Tin conta as aventuras de um heroico cachorro e o seu dono, Rusty (Lee Aaker) pelas terras áridas do Velho Oeste.
RIN TIN TIN (I)
Rin Tin Tin nasceu no dia 12 de setembro de 1918, na França, e morreu no dia 8 de agosto de 1932, em Colinas de Beverly, CA.
Em setembro de 1918 no fim da primeira guerra mundial, Lee Duncan (1893-1960), um sargento da aviação norte-americana, cinófilo e apaixonado por cães, encontrou uma cadela pastor alemão e 5 filhotes numa estação de cães de guerra alemã abandonada.
Duncan sugeriu corajosamente que estes cães fossem levados com a corporação porém, não era fácil salvar a família peluda. A mãe, protetora como só uma mãe pode ser, lutou para proteger os filhotes. Temendo que a corporação matassem todos os cães, Duncan levou apenas dois filhotes, deixando a mãe e os outros três onde estavam.
Duncan chamou os filhotes de Nannette e Rin Tin Tin e, no final da guerra os levou para sua fábrica na Califórnia e começou a adestrá-los, notando os excepcionais dotes do macho, Rin Tin Tin.
Seis meses mais tarde, Rin Tin Tin chegava a Hollywood, contratado com um verdadeiro ator, para interpretar seu primeiro filme, Onde começa o Norte. Os produtores de Hollywood o haviam recebido bem: um cão adestrado sempre é útil no cinema; mas ninguém previu o êxito de Rin Tin Tin, que era algo mais que um cão bem adestrado: um verdadeiro ator, que não se limitava a cumprir as ordens recebidas, mas as interpretava, demonstrando uma personalidade muito definida. Rapidamente Rin Tin Tin assumiu por si mesmo um lugar de primeiro plano, converteu-se no protagonista absoluto dos filmes que interpretava; os atores masculinos tiveram que contentar-se com servir de apoio à sua atuação.
Em geral tratava-se de filmes policiais onde o cão era acompanhado por um detetive e seu jovem sobrinho. Em quatorze anos de carreira, Rin Tin Tin, que assinava pessoalmente os contratos imprimindo na folha a marca de sua pata direita, interpretou vinte e dois filmes de êxito, que entusiasmaram a milhões de espectadores pequenos e grandes em todo o mundo. Ao morrer, em 1932, a notícia foi dada por uma agência periodística, a United Press, com estas palavras: "O mais célebre animal do mundo do cinema nos deixou para ingressar nas reservas de caça dos Campos Elíseos. Exemplo de bondade e coragem a lembrança dos seus esplêndidos filmes nos acompanhará toda a vida".
RIN TIN TIN (II)
Isto não significou o fim da série de êxitos de Rin Tin Tin. Magistralmente adestrado por Lee Duncan, já estava sendo preparado para sucedê-lo, o filho de Rin Tin Tin e de Nanette: Rin Tin Tin Júnior (que a seguir, continuando a série, haveria de chamar-se para maior comodidade Rin Tin Tin II).
Apesar de não estar a altura de seu pai, Rin Tin Tin II conseguiu obter muito êxito, atuando em dupla com outro ator animal de exceção: o famoso cavalo Rex. Rex e Rin Tin Tin II (definidos pela publicidade cinematográfica como "O rei dos cavalos selvagens e o Cão herói da jovem América") foram protagonistas de aventuras espetaculares. Também juntos, cão e cavalo, debutaram como atores radiofônicos em episódios muito movimentados onde os momentos mais dramáticos eram acentuados pelos latidos de um e os relinchos do outro. As aventuras de Rin Tin Tin passaram, com o mesmo êxito, aos álbuns de histórias em quadrinhos.
RIN TIN TIN (III)
A carreira de Rin Tin Tin III começou em 1941. Pelo menos o principio foi um poucodiferente da do pai; na realidade, parecia-se com a do avô. Como o grande Rin Tin Tin I, também terceiro da série debutou na vida "real" como cão de guerra: no princípio da Segunda Guerra Mundial foi chamado à frente e destinado a um corpo especial, onde demonstrou que os dotes da dinastia não eram ficção cinematográfica. Terminado o seu serviço, como outros atores célebres, Rin Tin Tin III foi convidado a atuar para as forças armadas aliadas, em espetáculos para as tropas que passavam à retaguarda depois dum período na frente e também para os feridos. Terminada a guerra, pode dedicar-se finalmente ao cinema, como o seu pai e o seu avô. Tocou-lhe passar do branco e preto à cor, com A Volta de Rin Tin Tin, filme em cores.
RIN TIN TIN (IV)
Nos anos 50 apareceu Rin Tin Tin IV, que deu novo vigor e uma Segunda juventude a um personagem que parecia Ter-se desgastado. Rin Tin Tin IV, com o apelido de Big Rin (Rin o Grande) encontrou um campo de ação ideal na televisão, com uma série de filmes televisivos que alcançaram êxito excepcional em todo o mundo. As novas aventuras de Rin Tin Tin estão ambientadas na Segunda metade do século XIX, pouco depois de terminar a Guerra de Secessão; pois seus adversários são bandidos, índios, ex-soldados sulistas dispersados, contrabandistas de whisky; seus amigos são os ginetes defensores do Fort Apache, o tenente Rip Masters, o sargento O'Hara, mas principalmente o pequeno Rusty (interpretado pelo menino Lee Aaker), mascote do regimento. Os filmes seguem os cânones tradicionais do gênero western, com muita ação e impacto, até o inevitável final com a chegada providencial dos "bons", somente que aqui "os bons" são "o bom": Rin Tin Tin, chamado carinhosamente Rinty.
RIN TIN TIN (V)
A partir de 1965, o papel de "estrela" da televisão corresponde a Rin Tin Tin V. A série continua com êxito permanente: cada semana, diante dos televisores de todo o mundo, pequenos e grandes reúnem-se para seguir, comovidos, as emocionantes aventuras do grande cão. Das reservas de caça dos Campos Elíseos, o antepassado Rin Tin Tin I pode olhar com satisfação os seus descendentes.
O beauceron ou pastor de Beauce é um cão pastor tipicamente francês. Estes cães são descendentes dos cães que vigiavam os rebanhos da bacia Parisiense até o século XIX, mas existem registros de sua existência desde 1758 em manuscritos renascentistas. Abbot Rozier em seu livro “Os cães da planície” publicado em 1809 trata os cães pastores de pêlo curto presentes nas planícies da França como “Beaucerons” e os de pêlo longo como “Briards”. Estas duas raças eram consideradas uma única, com pelagens diferentes até 1911, quando foram separadas após o primeiro clube da raça pastor de Beauce ter sido fundado sob o nome de “Clube francês do cão pastor”.
Este cão sempre esteve dividido entre o pastoreio e a função de cão de guarda. Desde a formação da raça os seus criadores divergem sobre a função primordial do beauceron. Como resultado o beauceron de hoje é um cão versátil, corajoso e vigilante, capaz de pastorear um rebanho tanto de ovelhas quanto de bovinos, de proteger uma propriedade ou uma pessoa, e que além disto é utilizado como cão militar e cão policial na França e na Bélgica, também é treinado como rastreador, sendoempregado, inclusive, como cão de busca de trufas. PERSONALIDADE Esta raça é inteligente e obediente, mas ao mesmo tempo possui um temperamento dominante e precisa de um dono que saiba como se impor, além disto o amadurecimento psíquico destes cães é tardio, de maneira que os donos devem ser pacientes durante sua educação. Na França é por vezes chamado de “gentilhomme campagnard” que pode significar “cavalheiro camponês” ou “nobre camponês” como referência ao seu comportamento nobre. Este cão gosta de viver em contato com as pessoas e deve ser criado junto com a família, sendo um bom cão de companhia, fiel aos donos e manso com as crianças. Com outros cães, especialmente do mesmo sexo tende a se impor, se o outro cão aceita a dominância do beauceron, eles podem conviver bem, se o outro cão também for dominante, a tendência é que briguem.
O beauceron é um cão dinâmico e rústico, que precisa de bastante espaço e exercícios, além disto, cães desta raça gostam de ter “ordens para obedecer” preferencialmente devem ser adestrados ou treinados para alguma função. Não deve ser mantido preso e nem isolado da família. Seu pêlo deve ser escovado duas vezes por semana, aumentando a frequência na época da muda. Cães desta raça possuem “ergots”, dedos adicionais nas patas traseiras que devem ter as unhas aparadas periodicamente.
Muito escreveu-se sobre um provável cruzamento entre o Manchester primitivo (também chamado, mais propriamente, black and tan terrier) e o pequeno lebrel italiano, vendo-se confirmada a hipótese pelo fato de que nesta raça advertem-se algumas formações características dos lebréis.
O manchester, desde a fundação do clube em 1879, ficou dividido em dois tipos: um de estatura maior, com características semelhantes ao Manchester atual, que teve funções de cão de toca e de ratos; outro, de estatura reduzida, que assumiu o papel de cão de companhia e constituiu o progenitor do toy terrier, atualmente chamado pequeno terrier inglês de pêlo curto (black and tan toy terrier).
O manchester terrier não goza, hoje, do favor que merecia. A raça vai-se extinguindo na própria Inglaterra. E lamentável, pois trata-se de um cão inteligente, fiel, ativo e de uma elegante raça adequada à vida em apartamentos, já que ocupa pouquíssimo lugar e tem pêlo fino e curto, que não requer atenções e cuidados especiais.
Nos anos 40, o canil controlado pelo exercito russo, de nome "Red Star" iniciou a criação de uma raça canina de caracteristicas militares muito especificas: um cão massiço e robusto, de grande espirito, apto para qualquer situação imprevista e que estivesse sempre disposto a trabalhar, mesmo nas condições atmosféricas mais adversas com era o caso da Sibéria.
Esta raça foi desenvolvida através de vários cruzamentos do Terrier Airdale, Pastor do Caucaso, Rottweiler, Cão de Água de Moscovo e Schnauzer gigante. Pensa-se que para além destas, terão sido cruzadas cerca de 20 raças caninas.
PERSONALIDADE
O Terrier Preto Russo é uma raça forte e robusta, com um fantástico temperamento. É um cão largo e potente que denota uma postura estável, mas em constante alerta. Mostra sempre uma atitude corajosa e é extremamente observador, de tal forma que coloca um olhar intimidante quando observa algo.
É uma raça que aprende muito rapidamente as ordens do dono, devendo os cachorros ser tratados de forma carinhosa, mas firme, de forma a moldar o seu temperamente à imagem do dono. Caso contrário pode tornar-se um cão teimoso, o que seria muito negativo para um cão desta potência, tenacidade e envergadura.
É um cao que adora crianças e idosos e adora os outros animais da familia. Os BRT (Black Russian Terrier) são muito fáceis de manter em apartamento, desde que se passeio o cão uam vez por dia, pelo menos durante 2 horas. Não é um cão para viver isolado num jardim, pois adora estar próximo do dono.
O Terrier Preto Russo ladra muito pouco e pode passar de um estado de calma a um estado de proteção activa do dono em frações de segundos com uma velocidade e potência raras entre as raças de guarda e defesa que se conhecem. Para reduzir a natureza dominante dos BRT, eles devem ser habituados à trela desde cachorros e impedidos de puxar a mesma. O dono deve-se afirmar como líder e nunca permitir ao cachorro andar à sua frente.
É um cão que adora neve e água e proporciona ao dono aventurar-se por entre montanhas e rios, na certeza de que está acompanhado pelo melhor guarda costas que poderia ter em qualquer situação de perigo.
O Spitz da Lapônia ou Lapphund é uma das raças mais antigas do mundo, acredita-se que tenha mais de 7000 anos de existência. É o provável ancestral de todos os cães tipo spitz. Seu ancestral mais provável seria o cão de Varanger, antiga raça que habitava a região da Lapônia. A Lapônia é uma região selvagem, próxima ao Ártico habitat das renas e dos lemingues e que engloba regiões da Finlândia,Suécia, Noruega e Rússia. Apesar de ser uma raça muito antiga, que já atuava na tração de trenós e no pastoreio e na guarda de rebanhos de renas e de gado para o povo Lapão já a séculos, este cão só foi reconhecido oficialmente em 1944. Esta raça é muito aparentada com o Spitz finlandês, mas de tamanho menor e pelagem mais abundante do que este.
PERSONALIDADE É uma raça muito resistente ao clima, é alerta e corajoso. É desconfiado com estranhos e um bom cão de guarda de alarme, além disto seu temperamento afetuoso, paciente e ativo fizeram dele um excelente cão de companhia. Esta raça é boa com crianças e muito fiel à família. O seu dono dever ser paciente e firme se quiser educá-lo, mas é inteligente e muito capaz de aprender, chegando a ser treinado como cão militar em alguns países, cães desta raça também se destacam em esportes caninos como o agility.
Não é um cão para espaços pequenos, precisa de exercício frequente e espaço para se movimentar. Além disso o dono deve escovar o pêlo com frequência para mantê-lo desembaraçado e livre de pêlos mortos.
Existem cinco categorias de Spitz Alemão que diferem em tamanho e cor do pelo. São eles o Spitz Lupo (Keeshond), o Grande, o Médio, o Pequeno e o Anão (Lulu da Pomerânia). O Keeshond ou Spitz Alemão Lupo e o Lulu da Pomerânia ou Spitz Anão são aqueles que se tornaram mais populares e comuns. As outras três variedades são mais raras, e tal como as outras, também não são especializadas na caça ou em qualquer outro tipo de trabalho, contudo são um excelente animal de companhia.
A origem do Spitz Alemão é bastante longínqua e perde-se nos tempos. A teoria mais comum é a de que descendem dos primeiros cães a serem domesticados pelos homens, na Idade da Pedra, que estariam na origem de todas as demais raças caninas. Por essa condição, são classificados como ‘Cães de Tipo Primitivo’, por conservarem ainda, grande parte das características herdadas dos lobos, como o focinho pontiagudo, as orelhas erectas e viradas bem para a frente da cabeça e a cauda comprida, pousada sobre o dorso.
No caso específico dos Spitz, conhecidos até a década de 90 como Lulu ou Pomerânia (nome mantido ainda pelos criadores americanos e canadenses), especula-se que a raça tenha sido desenvolvida numa região de fronteira entre a actual Alemanha e a Polónia, conhecida por Pomerânia.
A sua expansão para o mundo ocidental deveu-se principalmente ao facto de terem caído nas preferências da realeza britânica. Os primeiros cães da raça chegaram à Inglaterra na bagagem da rainha Charlotte, esposa do rei George III. No entanto foi com a paixão de sua neta, a Rainha Victoria, que os Pomerânias ganharam destaque, especialmente a partir de do século XIX, quando foram aceites pelo The Kennel Club.
O seu aspecto de pelúcia, a variedade de cores e tamanhos (a raça comporta 5 tamanhos diferentes), além de seu temperamento afectuoso, garantiram que o Pomerânia logo conquistasse um lugar de destaque nas cortes europeias. Até mesmo diversas personalidades de renome em diversas épocas mantinham seus pequenos Lulus: entre eles encontramos Michelangelo (1475-1564), cujo cão o acompanhava durante o trabalho de pintura da capela Sistina, Mozart (1756-1791) tinha uma fêmea chamada Pimperl a quem chegou a dedicar uma ária, no que mais tarde seria seguido por Chopin (1810-1849), que dedicou a valsa "Valse des Petits Chiens" à sua cadelinha da raça.
Nos Estados Unidos o Pomerânia foi reconhecido como raça independente em 1888. Mas tanto esta país como o Canadá, e a Grã-Bretanha reconhecem o Keeshond e o Spitz Alemão Lobo como raças diferentes. Os restantes países crêem ser apenas uma raça.
PERSONALIDADE
Os Spitz Alemães são dos cães mais afetivos e amáveis criados em séculos, além de serem igualmente grandes companheiros da família. O Spitz Anão constitui um excelente cão de companhia, muito dedicado ao seu dono e muito fácil de se educar. Alegre e sempre bem dispostos, os cães das variedades Pequeno e Anão, são ideais para pequenos espaços e para donos relativamente sedentários, uma vez que se contentam com pequenos passeios. Os de tamanho maior como o Spitz Alemão Médio, Grande e o Spitz lobo, apesar do tamanho, não exigem grandes níveis de actividade.
De um modo genérico e consoante o seu tamanho, são cães muito atentos e ao menor sinal avisam o dono de que algo está errado. Essa característica é um dos problemas que podem trazer para os donos que quiserem mantê-los em apartamentos, e deve ser desencorajada desde a primeira infância.
De maneira geral convivem bastante bem com outros cães e podem, desde que acostumados desde cedo, conviver com outros animais e até mesmo com gatos.
O nome deste Spaniel está, não só relacionado com a sua terra natal (condado de Sussex, na Inglaterra), mas também com o seu próprio criador (Rosehill Sussex). Diz-se que a sua origem remonta ao século XVIII, altura em que o Conde de Sussex, Fuller de Rosehill Sussex, desenvolveu esta raça para trabalhar dentro dos limites do seu território. Foi durante muito tempo, utilizado para a caça de perdizes e faisões, em terrenos acidentados, só que adquiriu fama de ser um pouco lento, o que acabou por influenciar a sua exportação e criação.
Em 1862, esta raça foi pela primeira vez apresentada ao público no Palácio de Cristal, em Londres, e reconhecida oficialmente naquele país em 1895. Em 1924, é fundado o Sussex Spaniel Association, altura em que se dá o primeiro registo desta raça. Nos anos 30, observou-se um crescente registo de crias no Stud Book do Kennel Club americano. No entanto, com o despontar das duas Grande Guerras, o número de exemplares diminui consideravelmente. A sua extinção não se concretizou graças à protecção que esta raça obteve de uma criadora britânica, SrªFeer. Nos EUA existiam apenas quatro criadores durante a década de 40, de forma que, quando a guerra acabou, existiam mais Sussex no território americano, que no seu país de origem. Nos anos 50, os criadores juntaram mais sangue do Clumber Spaniel a este cão de água, por forma a melhorar o seu carácter e a ossatura. No entanto, só na década de 70 é que a criação de Sussex se torna mais intensiva nos EUA.
Em Portugal, foi fundado em 1980, o Clube Português de Spaniel, que é reconhecido pelo Clube Português de Canicultura, pelo European Spaniel Association e pela Federation Cynologique Internationale. Tem por objectivo implementar actividades que pretendem fomentar e desenvolver a raça em Portugal. Actualmente, esta raça é das mais raras raças de Spaniels.
PERSONALIDADE
Este é um animal com uma personalidade muito própria, que pode ser um pouco teimoso, daí que necessite de um treino persistente e contínuo. Dentro de casa, é uma companhia calma mas, quando está em alerta, é por vezes um pouco barulhento.
Fora de casa, é um animal cheio de entusiasmo que aprecia brincar com o seu dono. Apesar da sua expressão séria, são animais muito sociáveis que lidam bem com presenças estranhas. Gostam muito de estar na companhia da sua família, apesar de terem a tendência para eleger um dos membros com o qual são pouco possessivos. São bons amigo das crianças, devotos e nada agressivos.
O Stabyhoun, apelidado por seus adimiradores de “Bijke”, é uma raça holandesa, originária da região de Frísia ou Friesland, localizada no norte da Holanda. Cães desta raça foram descritos por escritores desde o século XIX, e alguns acreditam mesmo que eles já existam deste o início do século XVII. Acredita-se que sejam descendentes de cães do tipo Spaniel que teriam sido importados da Espanha para os Países Baixos, por espanhois que ocuparam o território dos Países Baixos a partir do século XVI estes cães espanhois provavelmente se misturaram com raças de cães locais dando origem a diversas raças holandesas, entre elas o stabyhoun e o spaniel perdigueiro de Drenthe entre outras. O Stabyhoun é particularmente mais aparentado com o spaniel perdigueiro de Drenthe e acredita-se que esta raça tenha feito parte da formação do stabyhoun. A raça é muito rara em todo o mundo e sua criação é seriamente controlada em seu país de origem para evitar que as características originais e a saúde do stabyhoun se percam com a criação descontrolada.
PERSONALIDADE
Esta raça é excelente caçadora e aves como patos e pombos, mas também é uma ágil caçadora de roedores, possui um excelente olfato e desempenha os papéis de apontador e apanhador durante a caçada. Além de caçador, o stabyhoun também se destaca como companheiro. Cães desta raça são meigos e calmos, afetuosos e bons companheiros para crianças. É um cão inteligente, habituado a trabalhar junto com o ser humano no decorrer de séculos de caçadas.
PROBLEMAS COMUNS A RAÇA
Este cão é rústico e resistente, se adapta melhor a espaços grandes que pequenos e deve ser exercitado pelo seu dono. Em geral a raça é considerada muito saudável, em parte devido ao rígido controle holandês na criação da raça que exige, entre outros pré-requisitos para permitir a reprodução de um stabyhoun, que os cães sejam livres de displasia. Seu pelo longo e ondulado precisa de escovação regular, pelo menos uma vez por semana. Os donos também devem cuidar da higiene das orelhas para evitar o aparecimento de otites.
O Springer Spaniel Inglês é a raça mais antiga da família dos spaniels, designação comum a diversas raças que foram sendo desenvolvidas em Espanha. Apesar de existirem algumas controvérsias em torno da sua origem, parece aceitar-se como facto ser a Inglaterra a origem da raça, mas segundo alguns estudos, os Spaniels teriam surgido primeiro em Espanha e teriam sido trazidos para a Inglaterra pelos romanos. Em Espanha eram usados para caçar junto com falcões, tornando-se admirado por toda a nobreza europeia.
Foi inicialmente desenvolvida para a caça do falcão (cetraria), um desporto muito popular entre a nobreza da Idade Média. Ao cão cabia a tarefa de, através do seu faro excepcional, localizar a presa e “levantar” a caça (to spring em inglês) e seguidamente recolher a ave abatida.
A sua grande habilidade na caça, fez com que ficasse muito popular por toda a Inglaterra, sendo também utilizado como cão de companhia. O caminho para o seu reconhecimento oficial é longo. A dada altura eram designados de Norfolk Spaniel, e o nome Springer Spaniel tornou-se oficial em 1900. As características modernas da raça são creditadas ao Sir Thomas Boughey, cuja família foi quem lançou a primeira relação de padreadores da raça, em 1812.
O primeiro clube da raça, na Inglaterra, foi fundado nos idos de 1880, e a raça, Springer Spaniel Inglês, foi reconhecida pelo Kennel Club em 1902. Parece ser o pai dos spaniels posteriores, já que foi a partir da selecção dos filhotes quanto ao tamanho e facilidade de caçar em terra ou na água, que as demais raças foram sendo “definidas”. Entre as mais conhecidas que surgiram desta raça, conta-se por exemplo o Cocker Spaniel e o Clumber spaniel. Então, já na Inglaterra os Spaniels foram divididos em dois tipos de cães de caça - os cães de terra e os de água -, e em várias raças. Os cães que caçavam na terra começaram a ser separados e classificados como raças distintas pelo tamanho dos filhotes.
Sendo assim, os menores passaram a ser conhecidos como cockers; os de tamanho médio formaram a raça Field Spaniel; os maiores e que caçavam espantando, brincando e saltando (spring em inglês) sobre as presas, para que elas pudessem ser abatidas pelos caçadores, passaram a ser chamados springers e os maiores acabaram sendo desenvolvidos para se tornar nos setters. Quando os clubes da raça passaram a julgar os cães pelas suas habilidades em caçar e também pela sua beleza, dois tipos distintos de cães passaram a ser formados. Os cães para exposições são mais pesados, fortes, e atarracados, além de possuírem um pêlo mais longo e denso. Hoje em dia os dois tipos de Springer Spaniel não são mais cruzados entre si, e poucos Springers são para caçar e ao mesmo tempo para shows. A última vez que um mesmo cão foi campeão nas duas modalidades, foi em 1938.
De qualquer forma, o Springer Spaniel é um sucesso nas duas modalidades. No campo ele é incansável, resistente, determinado e devotado às alegrias de uma boa caçada. Já nas pistas poucas outras raças têm uma aparência tão majestosa e altiva. Com a introdução das armas de fogo nas caçadas, o Springer foi perdendo espaço para raças como Pointers e Setters, mais eficientes nesta modalidade. Até como cão de companhia perdeu o seu lugar a favor do Cocker Spaniel, já que conservam as características morfológicas do “pai” mas são mais pequenos, pudendo acompanhar as famílias que se mudavam para apartamentos e casas cada vez mais pequenas.
PERSONALIDADE
Apesar de aparentar um olhar triste, é um cão muito activo pelo que tem grande necessidade de espaço para actividades físicas. É extremamente dócil e companheiro, característica de resto comum a quase todos os cães de caça, porque o apego ao dono é fundamental para um bom desempenho das suas funções. Muito alegre, meigo, faro muito apurado, forte dependência do dono, não aceita ficar sozinho muito tempo, determinado, obediente, afectuoso.
Ainda que a raça costume ser bastante amigável com estranhos, também é preciso estar atento a socialização do filhote para que ele, quando adulto, não se torne super protector dos donos, inclusive evitando que qualquer pessoa fora da família se aproxime, mostra ao mundo a sua felicidade através da cauda sempre vivaz e activa.
Originário da União Soviética, o pastor do cáucaso é chamado de caucasian ovtcharka em sua terra de origem. É uma raça raríssima e inexistente no Brasil, assim como na maior parte do mundo. Poderíamos dizer que está a beira da "extinção".
Em Taiwan, onde a preferência são por cães peludos e grandes, ainda há alguns criadores. É uma raça pouco difundida na América do Sul, onde deve haver um ou dois criadores.
é uma raça canina russa utilizada para a proteção, famosa pela Europa Ocidental devido a seu papel de cão de guarda nas fronteiras da Alemanha. Seu porte, padrão de cães pastores da Geórgia, lembra o de um urso, principalmente na cabeça, estilo que o tornou o preferido de Stalin. Podendo atingir os 70 kg e apesar do difícil adestramento é considerado um bom cão de companhia.
O Mastim Espanhol, tal como grande parte dos demais Mastins, descende do Molosso, cão de guerra e de luta, utilizado pelos romanos há centenas de anos. Originário das regiões de La Mancha e Extremadura, este cão existe, segundo alguns especialistas, há mais de 4000 anos em Espanha.
Inicialmente, foi utilizado como cão de guarda, cabendo-lhe a tarefa de proteger o rebanho durante as migrações sazonais que se encetavam nas regiões montanhosas do sul de Espanha. Adoptando uma postura calma e atenta, este cão tornou-se imprescindível a muitos pastores nómadas, que confiavam na sua coragem e devoção para o sucesso das longas jornadas de trabalho. Foi igualmente utilizado como cão de caça grossa, se bem que, ao contrário do Mastim Napolitano e do Dogue de Bordéus, este não seja considerado um cão de guerra, mas sim um ancestral cão de guarda. O maior desafio que se lhes impunha era a migração das ovelhas Merino que percorriam as cañadas (caminhos próprios para estas digressões) de Extremadura, Andalusia até Castilha. O percurso estendia-se por várias centenas de quilómetros e estava minado com ataques surpresas de pedradores, que escolhiam o período da noite para tentar a sua sorte. As ovelhas Merino eram protegidas pelo 'Honrado Concejo de la Mesta', uma poderosa associação que detinha o monopólio da sua criação e que, durante algum tempo foi proibida de as exportar. Com a passagem dos séculos, a frequência destas migrações começou a diminuir até que a Guerra Civil de Espanha ditou o seu definitivo cancelamento. Esta raça destituída do propósito para a qual foi criada, e inserida num contexto histórico particularmente difícil para aquele país, enfrentou a quase total extinção. No entanto, os anos 70 revelaram-se auspiciosos para esta estirpe que foi recuperada e protegida pela então recém-criada Associación Española del Perro Mastín Español. Abre-se um novo capítulo na história desta raça que começa a participar em exposições, a ser objecto de selecção e análise por parte de especialistas, e a desempenhar novas funções como cão de guarda e de companhia, agora inscritas nos tempos modernos. A raça é reconhecida pela FCI (Federation Cynologique Internationale), mas é pouco vista fora da sua terra natal, onde a sua produção está largamente difundida.
Detentor de um património histórico assombroso, ele é hoje considerado o cão nacional de Espanha, onde a sua criação é muito significativa.