segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Dogue Alemão

                                                                                                                        HISTORIA

A origem do Dogue Alemão é bastante remota, sendo descendente dos Molossos Romanos. Já na idade média há referências de sua utilização na caça ao javali, como guarda-costas e até lutando contra touros.
No século XIX, o cão chamou atenção de um criador, Bismarck, que tinha grande admiração pelo Mastiff e pelo Grand Danois, que vieram a dar origem ao Dogue como conhecemos hoje. O Duque Alemão foi apresentado pela primeira vez numa exposição em 1863, em Hamburgo. No Brasil, sua presença também é bastante antiga, tendo sido retratado aos pés de D. João VI, numa pintura da época. Continua sendo um cão extremamente popular no Brasil, que só perde em número de registros para os Estados Unidos, considerado o melhor plantel da raça. Mas, sem dúvida, de todos os cães conhecidos, o mais famoso Dogue Alemão é o personagem dos quadrinhos Scooby Doo.


                                                      PERSONALIDADE


Uma das principais características do Dogue Alemão é ser dócil com o dono, estável e equilibrado, sendo recomendado como um dos melhores cães de guarda.


Por seu tamanho, o Dogue Alemão não precisa de muito esforço para impor respeito e defender o que considera seu território (casa do dono). Chegando a quase 1 metro de altura e pesando até 80 quilos, é capaz de derrubar um homem com facilidade, mas segundo a maioria dos criadores, o Dogue atua como um guarda extremamente consciente e só usa a força se absolutamente necessário. Apesar do tamanho, é extremamente ágil, o que facilita a cobertura de grandes áreas de terreno.



                                                              CORES


Possui uma grande variedade de cores e de marcações que incluem desde o arlequim, com suas manchas pretas exibidas sobre fundo branco, até os tigrados com listras pretas sobre um fundo dourado, os azuis (cinza azulado), os pretos e os dourados, sendo que muitos criadores atribuem esta variedade às atividades anteriores que o Dogue desempenhava.


                                                        O FILHOTE



Por seu tamanho e força, é aconselhável que os cães passem pelo adestramento de obediência, uma vez que suas brincadeiras e jogos podem, facilmente, derrubar seus donos. A idade ideal para o início do treinamento é entre 5 e 6 meses. Já o adestramento para ataque é questionado por muitos criadores.
Mesmo não sendo um cão super-ativo, o Dogue que precisa de espaço e exercícios diários, que ajudarão a evitar os problemas da obesidade.
Durante a fase de crescimento (até 1 ano) não é recomendável passeios muito longos e/ou brincadeiras extenuantes que podem comprometer o desenvolvimento de sua musculatura e ossos.
Sua pelagem curta não exige cuidados adicionais, sendo suficientes escovações semanais.
Segundo o padrão da raça há até pouco tempo atrás, era necessário o corte das orelhas, porém, atualmente, a FCI e a CBKC deixam a questão em aberto, ficando a decisão a cargo do próprio dono.
Um dos cuidados que se deve ter no acasalamento, segundo orientação do Deutsch Doggen Club (DDC), autor do padrão do Dogue Alemão adotado internacionalmente pela Federação Cinológica Internacional (FCI) é de não cruzar arlequins entre si, uma vez que esse tipo de cruzamento pode gerar alguns exemplares com cores indesejáveis, (totalmente brancos ou manchados de cinza) e até filhotes cegos e surdos. Ainda quanto ao acasalamento, é conveniente não misturar Dogues de "variedades" diferentes.



                       PROBLEMAS COMUNS A RAÇA


  •  Torção gástrica – Caracterizada pela rotação do estômago sobre o seu eixo quando há um grande aumento do seu volume. O cão fica ofegante, com muitos gases, estufa rapidamente e pode morrer em poucas horas.
  • Megaesôfago – Possivelmente de origem hereditária, é provoca acúmulo dos alimentos no esôfago e provoca a dilatação do órgão. Neste caso, o cão regurgita com freqüência, apresenta nítido desconforto após as refeições, perde peso e está sempre com fome , podendo até morrer por inanição e pneumonia.
  • Higromas – Provocado normalmente por excesso de peso, faz com que apareçam bolsas flácidas e inflamação nas articulações do cotovelo, principalmente se o cão se deita sobre superfícies muito duras, que atritam os ossos. Para evitar a ocorrência, o dono deve acompanhar com rigor a alimentação do cão a fim de que ele não engorde de forma exagerada.
  • dogue-caes4.jpg (22991 bytes)Calos – São uma proteção das articulações ao atrito, provocado principalmente pelos pisos de cimento e aparecem devido ao grande peso dos Dogues. Deve-se evitar que o cão durma em camas duras.
  • Osteodistrofia hipertrófica – perda de apetite, febre alta, inchaço das articulações e dificuldade de locomoção, causado, aparentemente pelo excesso de cálcio e, principalmente em filhotes.
  • Dermatite – O tipo mais registrado no Dogue é a seborréia, com descamação da pele, que pode estar muito oleosa ou muito ressecada.
Também há relatos de displasia coxo-femural (encaixe errado do fêmur na bacia, causando dores e dificuldade de movimentação), porém com pequena freqüência.

                                                             

                                                      


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